1. meu corpo é múltiplo

     
  2. maio, 2014

    o ventre, as mãos, a pele, o caos

     
  3. e uns silêncios rasgados na pele

     
  4.  
  5.  
  6.  

  7. em um gozo: corpo-dentro, corpo-outro, corpo

     
  8.  
  9.  

  10. o que tem perturbado essa mente e agora,

    Devir é jamais imitar, nem fazer como, nem ajustar-se a um modelo, seja ele de justiça ou de verdade. Não há um termo de onde se parte, nem um ao qual se chega ou se deve chegar. Tampouco dois termos que se trocam. A questão “o que você está se tornando?” é particularmente estúpida. Pois à medida que alguém se torna, o que ele se torna muda tanto quanto ele próprio. Os devires não são fenômenos de imitação, nem de assimilação, mas de dupla captura, de evolução não paralela, núpcias entre dois reinos.

    deleuze-parnet, 1998, p.10